Governo adia aumento do teto do MEI para R$ 140 mil: entenda o impasse
O governo adiou o envio do projeto que elevaria o limite de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 140 mil. A pressão da Câmara por mudanças mais amplas no Simples Nacional atrasou a votação. Saiba o que esperar nos próximos passos.

Governo adia aumento do teto do MEI para R$ 140 mil: entenda o impasse
O governo federal colocou em pausa, na quarta-feira 24 de junho, o envio do projeto de lei que reformularia as regras do Microempreendedor Individual (MEI). A decisão veio depois de impasses políticos e técnicos com a comissão especial da Câmara dos Deputados que acompanha o tema.
O que estava previsto no projeto? Elevação do teto de faturamento anual do MEI dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil, além de permitir que o microempreendedor contrate até dois funcionários registrados (hoje são permitidos apenas um).
Mas não é tão simples assim. Vamos entender o que travou a votação.
Por que o governo adiou o projeto?
O principal problema foi a pressão de parlamentares para que a proposta não trate apenas do MEI, mas inclua também mudanças mais amplas no regime do Simples Nacional. Os deputados queriam elevar o teto de faturamento para as microempresas de R$ 4,8 milhões para R$ 8 milhões.
Parece uma exigência justa, certo? O problema é que o Ministério da Fazenda fez sinal de alerta. A equipe econômica quer estudar melhor o impacto fiscal dessa ampliação — ou seja, quanto deixaria de entrar nos cofres públicos com essa mudança.
Além disso, o Ministério do Trabalho e Emprego também levantou uma bandeira vermelha: há risco de empresas maiores usarem a modalidade MEI para contornar a CLT e não registrar funcionários como deveriam, prejudicando direitos trabalhistas.
O que muda na prática para você?
Se o projeto for aprovado como planejado, você (como MEI) poderia:
- Faturar mais: passar de R$ 81 mil para R$ 140 mil anuais sem sair da categoria
- Contratar um segundo funcionário: expandir seu negócio com mais estrutura de equipe
Isso é importante porque muitos MEIs crescem e ficam apertados dentro do limite atual — ou precisam abrir uma empresa e pagar mais impostos.
Quando sai o projeto?
Segundo a matéria, a expectativa é que o governo encaminhe a proposta revisada ao Congresso na próxima semana, já com ajustes para atender parte das demandas dos parlamentares.
Depois que chegar à Câmara, a comissão especial já tem conversas avançadas e quer acelerar a tramitação — não quer começar do zero.
O que o MEI deve fazer agora
Não tome decisões precipitadas sobre crescimento ou contratação baseado nesse projeto: ele ainda não foi votado, então continue operando dentro das regras atuais (R$ 81 mil de faturamento, um funcionário).
Acompanhe o andamento: fique atento aos próximos anúncios da Câmara. Quando o projeto chegar lá, a votação pode ser rápida graças ao trabalho já feito na comissão.
Prepare sua documentação: se você está perto do limite de R$ 81 mil ou quer contratar, mantenha sua contabilidade em dia. Quando as regras mudarem, você quer estar pronto para aproveitar.
Converse com seu contador: ele pode ajudar a entender como essa mudança afeta seu planejamento tributário e se vale a pena continuar como MEI depois da ampliação, ou migrar para outra modalidade.
Fonte: contabeis.com.br
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